Acusados de abandonar feto em cesto de lixo de embarcação tentariam fugir para Guiana Francesa, afirma PC - DoAmapá.com Acusados de abandonar feto em cesto de lixo de embarcação tentariam fugir para Guiana Francesa, afirma PC - DoAmapá.com

Acusados de abandonar feto em cesto de lixo de embarcação tentariam fugir para Guiana Francesa, afirma PC



Um dos acusados tem nacionalidade francesa. Eles foram presos em Macapá enquanto planejavam viajar às 22h de domingo (12).

Por Valdeí Balieiro

A Polícia Civil conseguiu efetuar a prisão dos acusados de deixar, um feto em um cesto de lixo de uma embarcação, na última quinta-feira (09). Os dois, uma homem e uma mulher, tentariam fugir para Guiana Francesa na noite de domingo (13).

De acordo com os delegados responsáveis pela investigação, Nicolas e Raphael Paulino, os acusados haviam cometido o crime sem que ninguém soubesse do que se passava dentro da embarcação que chagaria ao porto de Santana.

Delegado plantonista da 1ª DP de Santana, Raphael Paulino. (Foto: Doamapa.com)

“A partir da informação de que um feto foi deixado dentro de um cesto de lixo, nós tomamos as providências, chamamos a perícia e visitamos o local do crime. Encontramos uma pequena poça de sangue próximo a cabine, o banheiro estava todo lavado, três gotas de sangue em cima da cama e o feto dentro de uma cesta de lixo todo lavado sob um saco plástico”, contou o delegado plantonista, Raphael Paulino.

Após analisarem o local do crime, os delegados começaram a ouvir testemunhas, checar a lista de passageiros e divulgar fotos dos possíveis suspeitos. Segundo contou o delegado Nicolas, advogados dos acusados procuraram a polícia na tentativa de conseguir frustrar a prisão em flagrante.

Delegado titular da 1ª DP de Santana, Nicolas. (Foto: Doamapa.com)

“Conversamos sobre o fato e buscávamos respostas quando fomos procurados pelos advogados dos acusados que pleiteavam apresenta-los espontaneamente, o que afastaria a possibilidade da prisão em flagrante. Então, fizemos o interrogatório deles e a mulher afirmou que não fez uso de medicamentos abortivos e que a criança nasceu espontaneamente”, afirmou o delegado Nicolas.

A Polícia Civil afastou a possibilidade afirmada em depoimento pela acusada de que o pai da criança não sabia da gravidez e do que aconteceu. Para os delegados, os vestígios de sangue encontrados fora da cabine indicam que o homem sabia do que estava acontecendo.

(Foto: Divulgação)

“Em depoimento ela afirmou que escondia a gravidez do genitor, mas estava nítido que o estado avançado não possibilitaria isso. E, apesar de sentir dores e sangrar, ela não procurou atendimento médico que estava disponível na embarcação e frustrou o salvamento da criança ocasionando homicídio por omissão”, disse o delegado Raphael Paulino.

Tentariam fugir

Os delegados representaram pelas prisões preventivas, assim como a apreensão dos passaportes dos acusados, uma vez que um deles é nacional da Guinana Francesa e a região ultramarina não extradita seus nacionais.

A prisão deles aconteceu no bairro do Muca, zona sul de Macapá, na tarde do último domingo (12).

Publicado em: 13/01/20


Compartilhe:

Deixe seu comentário