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“Por questões políticas a prefeitura quer fechar a rádio”, diz radialista de Pedra Branca do Amapari



A rádio “Amapari FM” entende a atitude como uma forma de retaliação. Esse não é o primeiro caso em que uma prefeitura tenta suspender o funcionamento de uma rádio no Amapá em 2019.

Da Redação

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma discussão entre apresentadores de uma rádio comunitária e funcionários da Prefeitura Municipal de Pedra Branca do Amapari, distante 189 quilômetros de Macapá.

Servidores da prefeitura do município e alguns agentes de segurança tentaram suspender a rádio “Amapari FM” sob o argumento de que a emissora estaria com alvará vencido e teria que se regularizar para poder continuar funcionando.

Prédio da rádio Amapari FM. (Foto: Arquivo pessoal/Ayres Andrade)

De acordo com Ayres Andrade, apresentador do programa “Show da manhã”, a rádio nunca havia pago alvará por ser uma associação sem fins lucrativos e estaria isenta de pagar o tributo para funcionar.

“A rádio ‘Amapari FM’ é uma associação sem fins lucrativos. Não temos comercial e nos mantemos com a ajuda da população que usa esse veículo de comunicação como meio de se manter informada. Em gestões municipais passadas, nunca pagamos porque os gestores entendiam que essa rádio é isenta, mas a atual prefeita entendeu que não e passou a nos cobrar. Com dúvidas, decidimos consultar o setor jurídico que nos informou termos direito à isenção baseados em diversas jurisprudências e a legislação vigente”, disse o radialista.

Ayres conta ainda que as cobranças de alvará por parte da prefeitura de Pedra Banca do Amapari começaram após a população a ter ganhado espaço na programação e relatar as problemáticas enfrentadas no município.

“Entendemos isso como uma questão política, já que a população começou a comparecer e participar ainda mais das nossas programações e, consequentemente, relatar as mazelas que esta cidade passa. Os próprios munícipes reclamam da falta de infraestrutura, saneamento, saúde e outros problemas por eles enfrentados. Nós demos o direito a população falar, uma vez que ela é quem paga tudo isso”, comentou Ayres Andrade.

Um episódio parecido com o de Pedra Branca, também ocorreu este ano em Santana. A rádio “Jovem FM” foi alvo de um pedido de suspensão por falta de alvará. Na ocasião, os apresentadores do programa também relataram que o intuito do executivo municipal era “calar” o espaço usado pela população para reclamar dos problemas no município.

Tentamos contato com a assessoria da Prefeitura de Pedra Branca do Amapari, mas não obtivemos retorno até o final dessa.

Publicado em: 13/08/19


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