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Terra sem gestor: Por que Santana é tão castigada?



O município não consegue sobreviver aos problemas de infraestrutura e quem paga a conta do prejuízo é a população.

Por Valdeí Balieiro

Há muito tempo os moradores do segundo maior município do estado vem se questionando: “Por que depositamos a administração da cidade nas mãos de pessoas incompetentes?” O município sofre com péssimas gestões que, volta e meia, justificam a falta de investimento na recursos escassos, dívidas deixadas de gestões passadas ou a clássica, a queda do porto de minério.

Servidores municipais fazendo manifestação em frente ao prédio administrativo da PMS. (Foto: Divulgação)

Num caminho que parece sem volta, alternam-se prefeitos e secretários, mas pouco se pode notar em melhoria. Entre mudanças na administração, a oportunidade foi dada, há 3 anos, ao atual gestor, Ofirney Sadala, que demostra ainda não ter entendido o fim do período eleitoral e a urgência que pede Santana.

“Talvez não seja culpa de Ofirney” – comenta um morador sem se identificar. Podemos analisar esse comentário pelo ponto de vista mais óbvio, a competência delegada aos secretários municipais, responsáveis por cumprir um dever único que lhes são dado.

Ao assumir o mandato em 2017, Ofirney afirmou: “A caneta que nomeia é a mesma que exonera”, se referindo aos seus secretários, caso viessem a descumprir suas obrigações. Entretanto, apesar de termos visto ele nomear e exonerar diversos secretários, alguns ainda figuram entre os “sobreviventes da caneta”. Entre eles estão Juscelino Alves, da secretaria municipal de obras públicas e serviços urbanos (Semop), Josiney Alves, da Superintendência de Transporte e Transito de Santana (Sttrans) e a sua ex-esposa Diana Castelo, da Secretária Municipal de Assistência Social e Cidadania.

Fazendo justiça, pouco há de se falar do assistencialismo municipal ou da fiscalização de transito que ambos os secretários das respectivas pastas vem fazendo, mas, e obras públicas e serviços urbanos? Será que o município não depende tanto assim de infraestrutura? A resposta disso tudo cai nas costas de Juscelino Alves, o secretário da Semop que não consegue amenizar o principal problemas da cidade, a buraqueira.

Funcionários de uma rede de supermercados tentam amenizar os buracos em frente a um dos estabelecimentos no município. (Foto: Reprodução)

A precariedade da infraestrutura em Santana é tanta que o Governo do Estado precisou intervir com asfalto. Ruas e avenidas foram recapeadas dando um ar de que a problemáticas das buraqueiras iriam finalmente acabar, só que não.

O Amapá não se resume apenas à Santana, e por ter outros compromissos, o estado não pode encaminhar 100% do asfalto para a cidade. O gestor do município até tenta articular. É anunciado a chegada de emendas de bancadas que atenderão apenas vias que nunca sofreram intervenção pública. Mas, e o resto da cidade? O centro? As vias que dão acesso à áreas periféricas?  Juscelino não tem suprido as expectativas há muito tempo.

Quem paga a conta de anos de incompetência é a população santanense. Os empresários, aqueles que fomentam a economia da cidade e geram emprego, sentem os respingos desse descaso.

Enquanto a atual gestão de Santana tenta apresentar seus trabalhos por meio de redes sociais, o munícipe só precisa olhar pela janela para ver a real condição da cidade e se questionar: “Por que Santana é tão castigada?”

Publicado em: 12/08/19


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